sábado, 12 de abril de 2014

Um dia em Grisewood

All the other kids with the pumped up kicks...
O celular me informa que devo acordar. São 8:30 e preciso me arrumar pra começar mais um dia. Toalha, escova e pasta, essas são as primeiras armas do dia. Vou ao banheiro, troco de roupa, desço as escadas e me encaminho para a casa do John. Ao entrar quase todos já estão na mesa. Arrisco um Buongiorno, para os italianos, Bonjour aos franceses e Buenos Días ao espanhol. Aos alemães vai um Good Morning, nem tento mais falar em alemão, sempre estou errado. O café já esta pronto. Aveia, leite, sucrílios e uma maça, é isso que preciso pra iniciar bem o dia. Ajudo a guardar as coisas e descaso um pouco até a hora de trabalhar.
 Nove e meia e John chega agitando a todos. “É hora de trabalhar”. Vou ao túnel. Enxada, botas e jaqueta de chuva, hoje é dia de jardinagem. Batatas, cebolas e mudas de morangos já estão espalhadas pelo canteiro. Onze horas é hora do café, mas prefiro chá com leite.
Depois do intervalo o serviço muda. Temos que colocar o entulho acumulado pela obra da casa em outro lugar. Olho para meus companheiros e percebo tristeza. Estamos tirando esse entulho há semanas, e o trabalho não é divertido. Colocamos parte do dele na 4x4. Eu dirijo, essa é a única parte legal. Mão esquerda controla as marchas enquanto meus olhos ficam atento a Ali, o cão da família, ele fica louco quando ligo o carro. Foi difícil no começo, mas agora tiro de letra dirigir ao contrário. Quando terminamos a primeira viajem já esta na hora do almoço, 1:00 pm.
Chegamos famintos, e o cardápio: Sopa, novamente. É sopa todos os dias da semana. Mas estava boa. Voltamos ao trabalho e fazemos mais umas 9 viagens com a 4x4 e finalmente terminamos. São cinco horas e esta na hora de parar por hoje. A janta começa a ser feita. Hoje teremos massa italiana. Seis horas e a comida esta pronta. Todos na mesa e começa o espetáculo dos idiomas. Sai de tudo, até algumas palavras em português eles tentam. Depois do jantar tomo banho.
Ligo o computador para ver meus emails e mexer no Face. Duas horas depois, ligo pra família. A saudade bate. Converso primeiro com meu avô, ele me conta como estão às coisas, depois com minha avó que conta as mesmas coisas que ele, mas com mais detalhes. Converso com meus pais, que sempre perguntam quando vou voltar.

Desligo e penso em ir dormir, mas John chega e convida todos pra ir tomar uma cerveja no vilarejo. Eu, como bom intercambista, não posso perder essa oportunidade. Outro dia conto como foi.
Sláinte

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